Qual a diferença entre CTC total e CTC efetiva?
Olá pessoal!


Nas conversas do cotidiano, ao falar sobre fertilidade do solo é muito comum os técnicos e estudantes falarem sobre CTC.


Qual a diferença entre CTC total e CTC efetiva?

E só fica em CTC, não fala de forma mais específica se é sobre a CTC a pH 7, conhecida como CTC total/ potencial ou CTC efetiva.

E você, sabe a diferença entre CTC a Ph 7 ou Total e CTC efetiva?


Hoje, vamos lembrar da diferenças entre CTC a Ph 7 e CTC efetiva.

Muito estudantes e profissionais costumam esquecer que a CTC é dividida em duas fórmulas e conceitos.

A CTC potencial é um valor calculado a partir dos valores individuais dos cátions.

Na verdade, é um valor que representa a quantidade máxima de cargas negativas do solo e que poderiam permitir a troca por cátions.


É bom lembrar que a CTC potencial, não aumenta com a adição de calcário agrícola ou gesso agrícola.  

A CTC potencial não é o elemento mineral em si. E sim, a carga que ocupa nos colóides do solo.

Mas o que aumenta a CTC a ph 7ou total dos solos no Brasil?

A única forma de aumentar a CTC potencial dos solos no Brasil é aumentando o teor de matéria orgânica, ou seja, o húmus do solo.

Esse aumento do húmus é possível via manejo das culturas em uma área.

Nos artigos anteriores, vimos que o aumento do húmus é possível em uma propriedade agrícola, clique aqui.

Acontece que maioria das vezes, o produtor não faz um manejo em sua propriedade para aumentar a matéria orgânica do solo.

E o que ocorre é a diminuição, e na melhor das hipóteses a estabilidade do teor de matéria orgânica ao longo dos anos.

E em artigo anteriores, já comentamos que alto teor de matéria orgânica significa alta qualidade do solo.

Alta qualidade do solo significa um solo fértil, com ótimas características físicas e redução de custos com fertilizantes para o plantio de cultivos.

Ou seja, lucro no bolso do produtor. É para isso, que nós trabalhamos.

A fórmula da CTC potencial é:

CTC = Ca + Mg + K + (H+Al) não trocável


A CTC efetiva é obtida da soma dos cátions que efetivamente podem ser trocados no complexo de cargas.

A CTC efetiva é o que tem de mineral disponível no solo para a planta.


Eu vou te dar um orientação simples e direta. Todo mundo que usa o que eu vou te apresentar, percebe imediatamente os resultados na próxima safra.

Preparado?

Em uma análise de solo, se a CTC efetiva estiver muito baixa. Todo adubo aplicado neste solo será lixiviado.

O solo não vai segurar nenhum cátion, vai perder tudo por lixiviação.


Por isso, a recomendação para aumentar a CTC efetiva, é aplicar calcário agrícola.

Em razão do aumento do pH, a CTC efetiva aumenta também.

O que observo no dia a dia, é o produtor com um solo com CTC efetiva baixa tem a seguinte decisão.

A decisão é não fazer calagem para aumentar o pH do solo e consequentemente a CTC efetiva.

Isto é um decisão equivocada, pois o adubo aplicado nesta área de CTC efetiva baixa.

Terá como resultado perda por lixiviação do adubo aplicado no sistema. Um desperdício de dinheiro.

A fórmula da CTC efetiva é:

CTC = Ca + Mg + K + Al (elementos trocáveis)


Em suma, podemos concluir neste artigo o conceito de CTC potencial e efetiva.

Além de estar atento ao erro de processo (prático) com este dois tipos de CTCs.

Para não esquecer:



O erro comum cometido com a CTC potencial, é não adotar um manejo da área, para aumentar o teor de matéria orgânica do solo ao longo dos anos.


O erro comum cometido com a CTC efetiva, é fazer adubação, quando a CTC efetiva estiver muito baixo ou baixo na análise de solo. O adubo será lixiviado.

Devido a CTC efetiva fornecer mais sítios de troca para a retenção de nutrientes.

E você, já observou essa situação nas análises de solos?


Participe nos comentários abaixo.


Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem