Olá pessoal!

Hoje nós vamos falar sobre a formação dos solos.  é importante destacar que no processo de formação dos solos estão envolvidos cinco fatores,  são eles: o clima, o relevo, os microorganismos, o tempo e o material de origem. No artigo de hoje, quero destacar o material de origem.



Foto das características que as rochas transferem para os solos

Quando se fala de material de origem estamos falando das rochas. Sabemos que as rochas dividem  em basicamente três grupos as rochas ígneas ou magmáticas, as metamórficas e as sedimentares. Dentro desses grupos existem diversas rochas e cada rocha irá Influenciar nas características do solo.


São várias as características que as rochas influenciam o solo.  Mas hoje, quero destacar algumas características entre elas: a profundidade do solo,  a CTC, a saturação por bases e a textura do solo.


Vamos começar com o basalto,rocha ígnea, e em sua composição mineralógica temos o feldspato e o piroxênio E os solos que tem como matriz geológica o basalto irão ter em suas características uma textura argilosa a muitas argilosa e CTC variando de média a alta.

Figura 1. Basalto maciço.
Fonte: O autor.


Outra rocha é o riolito, rocha ígnea, que tem presente na sua composição mineralógica quartzo e feldspato. Os solos formados a partir do riolito irão ter como características uma textura argilosa a muitas argilosa e CTC de média a alta.

Figura 2. Riolito.
Fonte: O autor.


Mais uma rocha ígnea é o granito que tem o quartzo feldspato e a mica em sua composição mineralógica. E os solos formados a partir do granito terão como características uma profundidade variando de raso a profundo e uma textura cascalhenta.

Figura 3. Granito.
Fonte: O autor.

Agora no grupo de rocha sedimentar temos várias rochas, a começar pelo arenito, que em sua mineralogia nós temos o feldspato e o quartzo. Os solos formados a partir do arenito serão arenosos com baixa fertilidade e retenção de água e considerados profundos.

Figura 4. Arenito.
Fonte: O autor.

Outra rocha do grupo sedimentar é o siltito, que estão presentes em sua mineralogia o quartzo, o feldspato, a mica e a argila. Solos formados a partir do siltito, são de textura argilosa e sua profundidade variando de raso  a profundo.

O folhelho é uma rocha do grupo sedimentar e tem em sua constituição mineralógica, a mica e a argila.O folhelho forma solos com textura argilosa, com  profundidade rasa, com CTC e saturação por base elevada.

Figura 6. Folhelho.
Fonte: O autor.

O conglomerado por ser uma rocha do grupo sedimentar tem em sua composição mineralógica o feldspato e o quartzo.  Os solos formados a partir do conglomerado terão como características uma textura variável. É um solo pouco desenvolvido e geralmente com profundidade rasa.

O argilito também é uma rocha sedimentar, e tem em sua composição mica e argila. Os solos formados tendo o argilito como matriz geológica terão como características a textura variando de argilosa a muito argilosa, com  profundidade rasa, com CTC elevada e saturação por base variável.

Agora no grupo das rochas metamórficas temos o xisto.  Que em sua composição mineralógica depende da rocha anterior que o formou. Os solos formados a partir de xisto terá como como característica um solo pouco desenvolvido, uma textura variável e geralmente com profundidade rasa.

Figura 9. Xisto.
Fonte: O autor.

Outro solo do grupo das metamórficas é o gnaisse. Em sua composição temos o feldspato, o plagioclásio e o quartzo.Os solos formados a partir de gnaisse terá como como característica um solo pouco desenvolvido, uma textura variável e geralmente com profundidade rasa.

Figura 10. Gnaisse.
Fonte: O autor.

Nós sabemos que, apesar  do solo ser classificado como latossolo. As suas características irão variar, um exemplo é que podemos ter um latossolo com textura média ou argilosa ou com saturação por bases baixa ou alta. Essa variação ocorre devido a matriz, ou seja, a rocha que originou esse latossolo

Agora, de posse das análises de solo, nós temos indicativo do tipo de rocha que formou esse solo.  Isso vai de encontro com o manejo correto a ser realizado para as culturas.

Espero que tenha ajudado.

Referências



TEIXEIRA, W.; TOLEDO, C.; FAIRCHILD, T.; TAIOLI, F. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2000. 


EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Importância agronômica da profundidade efetiva do solo. Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/ noticia/20796250/estudo-destaca-importancia-agronomica-da-profundidade-efetiva-do-solo. Acesso em: 25 de jan. de 2020.


CENTURION, J.F. et al . Características de latossolos roxos desenvolvidos de rochas alcalinas e básicas de Jaboticabal, SP. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.),  Piracicaba ,  v. 52, n. 2, p. 226-232,  Aug. 1995 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci _arttext&pid=S0103-90161995000200004&lng=en&nrm=iso>. access on  16 Mar. 2020. https://doi.org/10.1590/S0103-90161995000200004.

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